Inflação e falta de mercadoria. Esse é o cenário previsto para os últimos meses de 2021, após uma série de contêineres ficarem parados em portos de todo o mundo devido à pandemia do novo coronavírus.

A crise logística já é evidente e ocorre em uma das épocas mais importantes para o comércio: o Natal, que se aproxima com a velocidade da luz (faltam pouco menos de dois meses para a data).

Segundo informações divulgadas por veículos de comunicação, quase meio milhão de contêineres estão parados dentro de 70 navios, nos Estados Unidos, especificamente em Los Angeles e Long Beach (maior dos Estados Unidos, por onde metade das importações passam).

A situação é a mesma no Reino Unido, onde os portos contam com filas e filas de navios aguardando a sua vez de descarregar. Muitas empresas estão contratando navios menores para retirarem os contêineres e encaminharem as cargas para portos menores, com movimento pequeno.

De acordo com o diretor operacional na Broker Comex, Vicente Santos Jr., com o decorrer da pandemia que já dura quase dois anos era esperado que os portos ficassem congestionados e houvesse falta de mercadoria nos países importadores. “E em fevereiro de 2022, quando há o Ano Novo Chinês, a situação vai piorar ainda mais, porque as fábricas fecham. É preciso antecipar os pedidos para não ter prejuízo nesta data também”, alerta.

Segundo o executivo, para o Natal, a programação de importação deveria ter começado antes de julho. “O pedido já deveria estar feito naquele mês, pois temos o prazo de produção da mercadoria, o transit time até o Brasil, a falta de contêineres pelo mundo e o tempo de liberação no Brasil. São diversos fatores que implicam em um resultado positivo ou negativo no Natal”, explica.

Quem se antecipou e previu todos os tipos de intercorrências não sentirá (muito) os efeitos das paralisações ao redor do mundo. Neste sentido, a Broker Comex oferece todo o suporte necessário para o empresário, com análise crítica e programação para antecipar situações de risco. “Neste atual cenário, nossas programações são feitas analisando as melhores rotas com programação da logística internacional antecipada. É necessário montar a logística reversa para acertar o melhor lead time da importação, até mesmo porque cada passo da operação deve ser acompanhado para não ocorrer desabastecimento. Não se trata somente de importar, mas sim de escolher o momento certo de importar”, recomenda o diretor operacional da Broker Comex.

Para os consumidores, Vicente Santos Jr. faz um alerta: “compre tudo o que puder antes do Natal”. De acordo com ele, se a situação continuar da forma como está os produtos vão ter aumento no preço, além da falta de opções pela redução no número de mercadorias.